sexta-feira, 17 de maio de 2013

A valorização do Contador


A campanha de valorização da classe contábil “2013: Ano da Contabilidade no Brasil” foi lançada no dia 18 de março, em sessão solene do Congresso Nacional, em Brasília-DF. Esta foi a primeira vez, em quase 70 anos de história da regulamentação da profissão, que o setor foi recebido em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. “O presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Juarez Domingues Carneiro, teve a iniciativa de conscientizar a sociedade do papel efetivo do profissional e dissipar qualquer entendimento distorcido do que de fato somos. Surgiu aí a ideia do projeto que, hoje, se tornou um grande movimento social”, afirma Luiz Fernando Nóbrega (foto), presidente do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRC- SP).

Atualmente, o setor contabilístico se destaca no País nos cenários econômico, político e social, sendo uma das cinco profissões mais demandadas no mercado de trabalho. Além disso, se posiciona como a linguagem universal dos negócios, e é também uma das maiores difusoras da responsabilidade socioambiental do mundo. Assim, precisamos compreender o papel desse profissional no âmbito do nosso desenvolvimento.

“Os objetivos da iniciativa são conscientizar a população para o desenvolvimento socioeconômico, incentivar a demanda nas instituições públicas, privadas e do terceiro setor, fortalecer a imagem como parceiro de empresários no que se refere à gestão dos negócios, aumentar o interesse pelas Ciências Contábeis, nos posicionar como formadores de opinião e o reconhecimento do que de fato agregamos, pois, somos muito mais e fazemos além do que parece. É necessário expor isso de uma maneira ampla e contundente”, ressalta Nóbrega.

Durante todo o ano, a campanha de teor publicitário vai abordar temas relevantes para a profissão em todos os meios de comunicação, televisão, rádios, Internet, inclusive nas redes sociais, jornais, revistas, além de difundir informações e notícias importantes para o conhecimento do real exercício da profissão. Outra importante atividade será a promoção de eventos sobre assuntos que envolvem tanto os profissionais da área quanto a sociedade em geral, em parceria com entidades apoiadoras do projeto.

“Não só o CRC-SP, mas as entidades congraçadas do Estado, como o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon-SP), o Sindicato dos Contabilistas de São Paulo (Sindcont-SP), a Federação dos Contabilistas do Estado de São Paulo (Fecontesp), a Associação dos Peritos Judiciais do Estado de São Paulo (Apejesp) e o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) estão capitaneando este movimento. Acrescenta-se a esse material de divulgação elaborado pelo CFC as ações de lançamento em casas de leis e outras atividades locais”, explica o presidente.

Nóbrega ressalta a contribuição que a classe contábil vem dando às micro e pequenas empresas (MPEs) e à formalização dos empreendedores individuais (EI), sem esquecer as optantes pelos regimes Lucro Presumido e Real. “Já regulamentamos mais de 2,7 milhões de empresários desse setor. Sem a ação direta dos contabilistas, nós não teríamos hoje essa quantidade de empreendimentos”, acrescenta.

A contabilidade assume papel importante quando se debate as tão esperadas reformas política e tributária, bem como as discussões de temas sociais. O profissional do setor possui os conhecimentos necessários para subsidiar a elaboração de normas e leis que alterem o sistema financeiro e econômico do País.

“O mercado de trabalho anda aquecidíssimo e promissor, com alta demanda de mão de obra especializada, gargalo que demonstra se tratar de uma excelente carreira com muitas oportunidades e chances de crescimento. “As empresas esperam alguém que as entendam e atendam, não apenas nas questões burocráticas. Elas querem um parceiro real na gestão dos seus negócios. Para isso, esse parceiro precisa estar atualizado, proativo, criativo e saber se comunicar sem o uso de linguagem técnica”, informa Nóbrega.

Exame de Suficiência

“O Exame de Suficiência contribui para a valorização do contabilista, tendo em vista o objetivo de comprovar conhecimentos médios consoantes aos conteúdos programáticos desenvolvidos nos cursos de bacharelado em Ciências Contábeis e de Técnico em Contabilidade, indispensáveis para o desempenho do profissional. É um instrumento de proteção à sociedade aonde o egresso só adentra a profissão se tiver um conhecimento médio do que aprendeu na graduação. Aos poucos, se tornou indiretamente um instrumento de melhoria do ensino. As instituições conseguem medir seu desempenho e procuram melhorar para ter mais alunos aprovados”, diz Nóbrega. Este ano, a primeira prova foi aplicada no dia 24 de março e teve 44.526 inscritos.

“Estudar sempre e buscar especialidades na área. Atualizar-se, sair da zona de conforto e buscar oportunidades ativamente. Nunca se contente com o que sabe e almeje sempre um patamar acima. Isso, com muita dedicação, resiliência e esforço”, finaliza o presidente do CRC-SP.

Fonte: DCI

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Profissão de contador vive bom momento no mercado


A carreira de contador vive um bom momento. Segundo entidades do setor, a maioria dos graduados é absorvida pelo mercado de trabalho imediatamente após a formatura. Aumento de investimentos estrangeiros e a adoção de regras internacionais de contabilidade estão provocando aumento na demanda por profissionais. Como consequência, os salários também estão ficando mais altos.

Divulgada na última semana, a 5ª Edição do Guia salarial da Robert Half, empresa de recrutamento especializado, mostra que os salários de profissionais com cargos de gerência na área de contabilidade e finanças tiveram valorização de 15% a 20% no último ano. O piso salarial de um coordenador contábil, por exemplo, pode chegar a R$ 13 mil.

Os setores mais aquecidos com relação à demanda desses profissionais são os de bens de capital, construção civil, petróleo e gás. “O atual momento do Brasil e investimentos para Olimpíadas e Copa do Mundo fazem com que esses segmentos demandem mais profissionais”, diz a gerente de recrutamento da Robert Half, Marcela Esteves.




Segundo o presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC-SP), Luiz Fernando Nóbrega, um recém-graduado com boa formação entra no mercado com remuneração de ao menos R$ 2 mil. “Vivemos um excelente momento. Surgem muitas vagas e se formam poucos profissionais. Falta mão de obra”, afirma ele. O CRC estima em 15 mil o número de contadores que se formam anualmente, mas não possui dados sobre a falta de profissionais. Oficialmente, são 500 mil registrados no Brasil, sendo 140 mil no Estado de São Paulo.

Para o coordenador do curso de graduação em ciências contábeis da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Márcio Luiz Borinelli, a boa fase pode ser explicada por um conjunto de fatores.  “Cada vez mais há investidores estrangeiros chegando ao Brasil. Nesse sentido, as empresas crescem ou mudam de configuração, sendo então obrigadas a cumprir exigências contábeis. Para isso, precisam de contadores”, diz o professor.

A estudante Viviane Rinaldi vai se formar no fim do ano, mas já foi efetivada. “O mercado está aquecido”, observa. Ela, porém, diz que esse quadro não é garantia de sucesso. “É fácil encontrar trabalho. Mas para ficar e crescer, tem de trabalhar muito. É preciso ter dedicação total, porque as leis mudam muito.”
Viviane conta que chegou a receber uma proposta por semana. Recebia convites de conhecidos, ligações de empresas, e-mails para entrevistas, além de informações de processos seletivos de grandes companhias.

Para ela, isso pode ser um canal de negociação para melhorias de salário. Na empresa onde trabalha (Viviane pediu para não identificar), se um profissional de qualidade recebe uma oferta de emprego, é muito provável que haja uma contraproposta de promoção ou aumento salarial.

Reguenild Kartnaller da Costa acaba de se formar e vivencia um cenário parecido. Mesmo enquanto era estudante, recebia diversas propostas. “Eu estava em uma empresa da indústria moveleira. Ligaram para mim de outra companhia com uma proposta e acabaram me levando. Não tive nem tempo de respirar”, afirma. Hoje, ela trabalha em uma grande companhia de aviação.

Reguenild acredita que o segredo está na dedicação. “Não é porque sai de uma faculdade, que está totalmente preparada. Tem de estudar muito”, diz. Para ela, um profissional desatualizado vai encontrar dificuldades para conseguir um emprego.

Foi buscando essa atualização que Geoge Sussumu Chinen resolveu cursar ciências contábeis. Formado em administração, ele era gerente financeiro da organização onde trabalha, mas viu a necessidade de iniciar o segundo curso ao precisar fazer diversas atividades de contador. Para ele, é importante ter contato com as áreas de atuação para depois decidir qual rumo seguir.

De acordo com Nóbrega, são várias as opções de áreas com grande crescimento. O campo de auditoria é crescente e o de perícia contábil oferece bons salários. “No terceiro setor também há oportunidades promissoras. Elas têm contabilidade bastante específica e rígida por precisarem fazer prestação de contas”, conta. Apesar disso, cerca de 30% das contratações estão nos tradicionais escritórios de contabilidade.

Desafios. O mercado brasileiro de ciências contábeis passa por grandes mudanças. Em 2005, o País aderiu às normas internacionais de contabilidade. Houve prazo de adaptação até que em 2010 as empresas tiveram de fechar suas planilhas de contabilidade dentro das novas regras.

De acordo com Borinelli, o profissional formado no Brasil ganhou mais visibilidade e pode até atuar fora do País. Apesar disso, ainda falta profissional com conhecimento das normas internacionais. “Conheço coordenadores de RH de grandes empresas que demoraram até um ano para encontrar esse tipo de profissional.”

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Entenda de uma vez por todas a sua contabilidade


Você sabe a diferença entre Simples Nacional, Lucro Presumido, Arbitrado ou Lucro Real? Se a sua resposta for não, saiba que não há do que se envergonhar. Apesar de representar um dos pontos cruciais para a gestão do negócio, são raros os empresários que conseguem escolher sem ajuda um dos modelos tributários previstos pela lei.

Tema espinhoso, a verdade é que o assunto faz parte daqueles campos praticamente intransponíveis da contabilidade - o que por si só já é motivo de careta para muitos empreendedores. No entanto, segundo especialistas em gestão tributária, é fundamental que o empreendedor compreenda as diferenças entre os modelos, os prós e contras de cada uma das quatro alternativas de apuração de impostos. Conhecer sobre o assunto faz diferença para o plano de negócios e, principalmente, para a conta bancária da empresa.

"Ao virar as costas para os modelos contábeis, o empresário comete um erro que pode lhe ser caro", afirma o advogado tributarista Miguel Silva, sócio do escritório Miguel Silva & Yamashita Advogados. "O empreendedor simplesmente pode pagar mais em impostos do que realmente precisa ou se expõe demais aos fiscais", afirma.

Outro problema apontado por Silva diz respeito aos custos operacionais de cada um dos modelos, além do impacto da decisão nas estratégias de crescimento. "O Simples é válido para empresas com faturamento de até R$ 3,6 milhões. É uma alternativa excelente, mas pode tolher o crescimento. O empreendedor precisa, aos poucos, ir preparando-se para migrar para outros modelos tributários", afirma o advogado Miguel Silva.

Para o especialista, a alternativa imediata ao Simples é a do Lucro Presumido, que não exige receita bruta mínima, mas um teto de faturamento, que é atualmente de R$ 48 milhões por ano. Segundo Vicente Sevilha, do escritório Sevilha Contabilidade, o modelo é indicado para empresas com margens brutas e líquidas altas. "Para o caso de margens baixas, (negócios que faturam com escala) o sistema não compensa", diz.

A opção para o seu negócio pode estar no Lucro Real, que contabiliza as receitas e abate as despesas no cálculo final. É a opção indicada para negócios com faturamento robusto - acima de R$ 48 milhões - e margens apertadas. Mas não se trata de um modelo muito utilizado. Das 4,6 milhões de empresas que constam no banco de dados da Receita Federal, apenas 3,5% (164 mil) adotam atualmente esse modelo de tributação.

A última opção, Lucro Arbitrado, é tida como uma espécie de solução imposta para empresas que não mantiveram em dia sua gestão contábil. Para Miguel Silva, porém, não é bem assim. O empresário pode optar pelo modelo, que imputa multa de 20% além do que pagaria no Lucro Presumido, se quiser por conta e risco reduzir seus custos operacionais. Ainda assim, é importante ressaltar que haverá cobrança de multa.

Fonte: O Estadão

terça-feira, 14 de maio de 2013

Veja 10 medidas a tomar neste ano para facilitar na declaração de 2014


Com o final do prazo para a entrega da declaração do Imposto de renda à Receita Federalno dia 30 de abril, o contribuinte já pode pensar em medidas a serem tomadas durante este ano para evitar dores de cabeça para declarar em 2014. 

1) Declaração pronta no sistema
A primeira facilidade é 2013 será o último ano em que os contribuintes que declaram o Imposto de renda pelo modelo simplificado precisarão preencher a declaração do IR, segundo a Receita Federal. A partir de 2014, de acordo com o Fisco, caberá ao contribuinte confirmar ou alterar os dados pré-preenchidos pelo órgão e apresentados em sua declaração anual. Dessa forma, é importante ficar atento aos prazos e já ir guardando os documentos essenciais no decorrer do ano.

2) Organize comprovantes
Guarde recibos e recolhimentos de Imposto de renda (por meio do carnê-leão). Contribuintes que fazem a declaração completa devem, ainda, ficar atentos e guardar todos os comprovantes de despesas que podem ser abatidas do IR (veja aqui). Solicite sempre os recibos e se possível guarde o número dos cheques que usar para pagamentos.

3) Compra e venda de bens
Contribuintes que em 2013 fizeram ou farão alguma operação de compra ou venda patrimonial precisam manter os documentos organizados. Na venda de um veículo, providencie uma cópia do recibo de compra e venda. Algumas operações, como a venda de imóveis, estão sujeitas à apuração e recolhimento do Imposto de renda sobre o ganho de Capital no mês seguinte ao da realização, com o preenchimento do Programa de Ganho de Capital (Gcap). A venda do único imóvel por valor inferior a R$ 440 mil está isenta de tributação, desde que não tenha sido efetuada outra venda nos últimos 5 anos. Se o valor da venda for usado na compra de outro imóvel em 180 dias, também não haverá incidência de imposto sobre o ganho, dizem especialistas (saiba mais aqui).  Quando efetuar alguma benfeitoria (reforma) em um imóvel, guarde as notas fiscais com as relativas despesas.

4) Renda de dependentes
O contribuinte deve ficar atento se algum dos dependentes passar a ter alguma renda em 2013. Ela deverá ser acrescida à renda do contribuinte para a tributação (caso o dependente seja mantido na declaração de 2014). É recomendado fazer simulações para verificar a vantagem de manter o dependente ou separar as declarações no ano que vem.

5) Doações
Pensar em fazer doações ao longo do ano pode ser uma forma de direcionar o dinheiro pago ao governo com ações que tragam benefícios à sociedade, mas valem somente para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda. Valem contribuições aos fundos controlados pelos Conselhos municipais, estaduais, Distrital e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, limitadas em 8% do imposto devido; pagamentos aos Fundos Nacional, Estaduais ou Municipais do Idoso; pagamentos de incentivo à cultura (a título de doações ou patrocínios, tanto mediante contribuições ao Fundo Nacional de Cultura); pagamentos de incentivo à atividade audiovisual; pagamentos de incentivo ao desporto (doações ou patrocínios no apoio direto a projetos desportivos e paradesportivos previamente aprovados pelo Ministério do Esporte); pagamentos de Incentivo ao Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas-PCD) e pagamentos de Incentivo ao Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon).

6) Previdência privada
Faça uma prévia de sua receita tributável total. Uma Opção é investir, durante 2013, até 12% desse total em um plano de previdência privada do tipo PGBL. Isso porque, no plano, as contribuições feitas ao longo do ano podem ser abatidas do Imposto de renda (mas só até o limite de 12% da renda bruta anual tributável do investido).

7) Rendas eventuais
Registre e guarde recibos das rendas eventuais obtidas no decorrer do ano, como saque do FGTS, doações e heranças etc. Não confie na memória e guarde os comprovantes. A Receita Federal exige a identificação da origem da renda, mesmo sendo não-tributável.

8) Aplicações financeiras
Receitas de aplicações financeiras são informadas pelos bancos, mas não são todas as instituições financeiras que enviam o informe pelo correio na hora de fazer a declaração. Para ter um controle, anote onde você realizou aplicações financeiras para solicitar o informe do banco no inicio de 2014 (muitos deles disponibilizam na internet).

9) Dívidas
É aconselhável controlar o pagamento de dívidas de médio ou Longo prazo (financiamento de imóvel e de automóvel, por exemplo) durante 2013. As prestações pagas deverão ser descontadas dos valores informados na declaração anterior.

10) Contratação de contador
Para quem for contratar Serviços de profissionais de contabilidade para a declaração de 2014, pesquisa ao longo do ano um especialista com boas referências e de confiança. A qualidade do trabalho dele vai depender também da organização do contribuinte no fornecimento de todas as informações.

Fonte: G1

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Lucro Real: vantagens e desvantagens


o Lucro Real, a tributação Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) – e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) , se dá mediante a apuração contábil dos resultados, com os ajustes determinados pela legislação fiscal.

A base de cálculo do imposto, determinada segundo a lei vigente na data de ocorrência do fato gerador, é o lucro real correspondente ao período de apuração.

Em tese, esta é a forma de tributação mais justa, por atender à característica mais expressiva do imposto sobre a renda das pessoas jurídicas, que é a incidência sobre o resultado efetivo (receitas menos despesas), e não sobre um resultado teórico (como no caso do Lucro Presumido).

Porém, devido à burocracia fiscal exigida pelo Lucro Real, muitas empresas e profissionais da área tributária acabam acomodando-se a formas mais simples de apuração do imposto (Lucro Presumido ou Simples Nacional).

De fato, para uma empresa com pequeno faturamento, os custos burocráticos para os controles exigidos pelo Lucro Real tendem ser maiores que os tributos apurados (IRPJ e CSLL) . Em tese, tais empresas, quando a legislação do Imposto de Renda o admite, deveriam optar ou pelo Lucro Presumido ou pelo Simples Nacional.

Mas a grande maioria das demais empresas, mesmo as pequenas, deveriam estar atentas às possibilidades que o Lucro Real permitem ao Planejamento Tributário, já que nossa legislação não veda a escolha da forma de tributação, salvo em relação ao valor da receita bruta e/ou de determinadas atividades.

Por exemplo: empresas capitalizadas podem deduzir, na apuração do Lucro Real, os juros calculados mediante a TJPL sobre o capital próprio. A tributação destes juros (15%) é menor que a tributação do IRPJ (15 a 25%) e da CSLL (9%).

Assim, as principais vantagens para opção pelo Lucro Real, são:

1. Tributação teoricamente mais justa, sobre os resultados (e não sobre uma base faturamento, como no Lucro Presumido) ;

2. Aproveitamento de créditos do PIS e COFINS (especialmente interessante para empresas que tem menores margens de comercialização);

3. Possibilidades de utilização de dezenas de formas de planejamento tributário.

As desvantagens seriam:

1. Maior ônus burocrático, pela necessidade de controles e acompanhamentos fiscais e contábeis especiais;

2. Incidência do PIS e COFINS às alíquotas mais altas (mas permitindo os créditos estipulados na legislação).

Fonte: Dia a Dia Tributário

terça-feira, 7 de maio de 2013

Seis dicas que você precisa conhecer antes de abrir um negócio


Ser dono do próprio negócio certamente continua sendo um dos principais desejos dos brasileiros, cada vez mais empreendedores. No entanto, sobram dúvidas para quem quer abrir um negócio. O medo de que outras pessoas “roubem” a sua ideia, por exemplo, faz com que alguns empreendedores evitem conversar sobre o assunto.

Pesquisar e conversar com outras pessoas são atitudes recomendáveis para quem deseja ser dono da sua própria empresa, mas ainda não sabe qual caminho seguir, de acordo com reportagem da Revista Exame. “Esse tipo de medo de compartilhar uma ideia atrapalha. Pense rápido, monte sua empresa, erre rápido, conserte rápido e cresça”, recomenda Alessandro Saade, professor da Business School São Paulo.

Com a ajuda de Saade, Júlio Tadeu Alencar, consultor do Sebrae-SP, e Thiago de Carvalho, coordenador do Centro de Empreendedorismo (CEMP) do Insper, a Exame listou seis perguntas que uma pessoa deve fazer antes de escolher que tipo de negócio investir.

1 -  Você sabe ser dono?

Abrir um negócio exige que o pequeno empresário delegue e cobre sua equipe. Por isso, antes de escolher que tipo de negócio investir, é preciso questionar se você é melhor na área estratégica ou operacional da empresa.

Saade explica que para quem não tem essa habilidade é preferível buscar um projeto para entrar como sócio. “Se a pessoa é boa tecnicamente sobre o assunto, uma solução é se aliar a um sócio na parte que te complementa”, complementa Carvalho.

2 - Sua ideia tem mercado?

Sua ideia de negócio realmente atende uma necessidade do cliente ou simplesmente é uma solução muito genérica? Alencar explica que é preciso descobrir quem vai comprar o seu produto ou serviço e fazer uma pesquisa indicando qual é o potencial do mercado.

3 - O negócio é escalável?

Uma pequena empresa pode começar atendendo 10 clientes, mas o empresário deve questionar se consegue lidar com mil. “Ele precisa saber se é um modelo simples de ser replicado ou se há uma limitação técnica ou mesmo de mercado”, explica Saade.

4 - Quem são os meus concorrentes?

Ao pesquisar sobre as empresas atuantes no mercado que o empreendedor deseja entrar, ele poderá descobrir um nicho e uma maneira de destacar seu negócio. “Tem que ter um diferencial do mercado”, afirma Alencar.

5 - Quanto custará o planejamento?

O Capital necessário para abrir um negócio pode ser um dos muitos obstáculos que um empreendedor irá encarar. Carvalho explica que o planejamento financeiro de uma empresa Demanda também que o empresário defina o salário dos sócios, por exemplo.

6 - A família apoia a decisão?

O planejamento pessoal deve ser alinhado ao planejamento da abertura de uma empresa. “É uma discussão que tem ser feita, de como o negócio se encaixa na minha vida”, afirma Carvalho. Às vezes, o momento pode não ser oportuno e, em outras, o apoio familiar incentivará o empreendedor a levar seu plano adiante.

Fonte: Exame

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Faltam contadores para atender as demandas do IFRS


A Expansão da Economia brasileira e a necessidade de Investimentos no país têm trazido para o Brasil dezenas de empresas de várias partes do mundo. Entre as companhias europeias que aportam por aqui, interessadas em atuar como fornecedoras em áreas como infraestrutura e serviços, por exemplo, as de pequeno e médio porte começam a enfrentar um problema: a falta de pessoal qualificado para atender a norma contábil internacional.

O Brasil aderiu e adotou rapidamente a norma IFRS (International Financial Reporting Standards), que fixa padrões para as informações financeiras das empresas, mas não se preparou para universalizar seu uso. A norma entrou em vigor em 2010. As empresas tiveram apenas dois anos para se familiarizar com ela. Na Europa, por exemplo, a adoção foi gradual. Países como Canadá, que está adotando agora, Estados Unidos e Japão retardaram a entrada da IFRS em vigor.

"São dois os problemas das empresas de médio porte que chegam ao Brasil neste momento: entender a legislação fiscal e encontrar pessoas capacitadas para atender as normas internacionais", aponta Marcello Lopes, diretor da LCC Auditores e Consultores. Nos últimos seis meses, Lopes conta ter atendido a 13 solicitações de empresas das áreas de "health care", hotelaria, embalagens e alimentos à procura de soluções para suas demonstrações financeiras.

O problema é que, apesar da adoção rápida, o conhecimento das novas normas IFRS no Brasil está limitado a grandes empresas e grandes escritórios de contabilidade. Nem os escritórios menores nem as empresas de pequeno porte se prepararam. Além disso, as faculdades de ciências contábeis ainda não adaptaram seus currículos, entre outras razões porque dependem de aprovação do Ministério da Educação para efetuar essas mudanças.

"As mais sérias oferecem cursos extracurriculares para tratar da IFRS e outras atualizações", diz Lopes. "Fora isso, 100% dos profissionais que deixam os bancos universitários saem despreparados para lidar com as normas internacionais."

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Receita aperta o cerco contra fraudes no imposto de renda


Encerrado o prazo de entrega da declaração do Imposto de renda da Pessoa Física (IRPF), a Receita Federal anunciou que está apertando a fiscalização contra fraudes para este grupo de contribuintes.

O subsecretário de Fiscalização da Receita, Caio Marcos Cândido, anunciou que 200 mil pessoas já foram selecionadas com base nas declarações de 2012 e 2013 e serão fiscalizadas a partir deste mês. Neste grupo, 21,3 mil contribuintes foram escolhidos com base na declaração deste ano. Além disso, a Receita já intimou outras 117 mil pessoas com base em indícios de fraude na declaração de 2012.

Ele explicou que, no grupo de contribuintes selecionados com base na declaração de 2013, a fiscalização identificou fraudes em Declarações do Imposto de renda Retido na Fonte (Dirf) transmitidas por prefeituras e governos estaduais, destinadas a aumentar a restituição do IRPF. Nesse caso, funcionários públicos aumentam os valores na Dirf para aumentar o imposto a ser devolvido ao contribuinte beneficiado pela fraude.

O subsecretário disse que este novo parâmetro de malha fiscal foi desenvolvido este ano, mas todas as pessoas identificadas terão suas declarações revisadas desde 2008. As 21,3 mil declarações foram selecionadas apenas na primeira semana de implantação do novo parâmetro. ''Claro que vamos olhar para os últimos cinco anos. Isso pode configurar crime de falsidade ideológica e formação de quadrilha'', avisou o coordenador geral de fiscalização, Iágaro Jung Martins.

Também estão na mira da Receita os contribuintes cujas declarações de 2012 foram selecionadas pela fiscalização por inconsistência nos valores de dedução de contribuição a entidade de previdência privada. O Fisco apurou que mais de 300 mil declarações estão com indícios de fraudes.

Fonte: Folha Web

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Receita começa a restituir IR 2013 em 17 de junho


A Receita Federal publicou no "Diário Oficial da União" desta terça-feira (30) o cronograma de pagamento da restituição do Imposto de renda da Pessoa Física (IRPF) 2013, ano-base 2012. O primeiro lote de restituição está agendado para o dia 17 de junho. Até dezembro deste ano, sete lotes devem ser pagos.

Pessoas com mais de 65 anos têm prioridade para receber a restituição do imposto, não importando a forma como a declaração foi feita.

Na sequência, deverão ser liberadas as restituições segundo a ordem de envio da declaração à Receita. O órgão afirma que, em qualquer uma das situações, é necessário que não haja nenhuma pendência ou irregularidade.

Calendário de pagamento

1º lote, em 17 de junho de 2013;
2º lote, em 15 de julho de 2013;
3º lote, em 15 de agosto de 2013;
4º lote, em 16 de setembro de 2013;
5º lote, em 15 de outubro de 2013;
6º lote, em 18 de novembro de 2013; e
7º lote, em 16 de dezembro de 2013.

Fonte: G1

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Entenda de uma vez por todas a sua contabilidade


Você sabe a diferença entre Simples Nacional, Lucro Presumido, Arbitrado ou Lucro Real? Se a sua resposta for não, saiba que não há do que se envergonhar. Apesar de representar um dos pontos cruciais para a gestão do negócio, são raros os empresários que conseguem escolher sem ajuda um dos modelos tributários previstos pela lei.

Tema espinhoso, a verdade é que o assunto faz parte daqueles campos praticamente intransponíveis da contabilidade - o que por si só já é motivo de careta para muitos empreendedores. No entanto, segundo especialistas em gestão tributária, é fundamental que o empreendedor compreenda as diferenças entre os modelos, os prós e contras de cada uma das quatro alternativas de apuração de impostos. Conhecer sobre o assunto faz diferença para o plano de negócios e, principalmente, para a conta bancária da empresa.

"Ao virar as costas para os modelos contábeis, o empresário comete um erro que pode lhe ser caro", afirma o advogado tributarista Miguel Silva, sócio do escritório Miguel Silva & Yamashita Advogados. "O empreendedor simplesmente pode pagar mais em impostos do que realmente precisa ou se expõe demais aos fiscais", afirma.

Outro problema apontado por Silva diz respeito aos custos operacionais de cada um dos modelos, além do impacto da decisão nas estratégias de crescimento. "O Simples é válido para empresas com faturamento de até R$ 3,6 milhões. É uma alternativa excelente, mas pode tolher o crescimento. O empreendedor precisa, aos poucos, ir preparando-se para migrar para outros modelos tributários", afirma o advogado Miguel Silva.

Para o especialista, a alternativa imediata ao Simples é a do Lucro Presumido, que não exige receita bruta mínima, mas um teto de faturamento, que é atualmente de R$ 48 milhões por ano. Segundo Vicente Sevilha, do escritório Sevilha Contabilidade, o modelo é indicado para empresas com margens brutas e líquidas altas. "Para o caso de margens baixas, (negócios que faturam com escala) o sistema não compensa", diz.

A opção para o seu negócio pode estar no Lucro Real, que contabiliza as receitas e abate as despesas no cálculo final. É a opção indicada para negócios com faturamento robusto - acima de R$ 48 milhões - e margens apertadas. Mas não se trata de um modelo muito utilizado. Das 4,6 milhões de empresas que constam no banco de dados da Receita Federal, apenas 3,5% (164 mil) adotam atualmente esse modelo de tributação.

A última opção, Lucro Arbitrado, é tida como uma espécie de solução imposta para empresas que não mantiveram em dia sua gestão contábil. Para Miguel Silva, porém, não é bem assim. O empresário pode optar pelo modelo, que imputa multa de 20% além do que pagaria no Lucro Presumido, se quiser por conta e risco reduzir seus custos operacionais. Ainda assim, é importante ressaltar que haverá cobrança de multa.

Fonte: O Estado de S.Paulo